Uso da Palavra em Loja
Pedro Juk
5/8/20241 min read
Vale a pena mencionar que quando um Ir∴ estiver usando a palavra, no início da sua fala, ao se dirigir à Loja, ele não está saudando ninguém. O que de fato existe é o modo protocolar para se dirigir à Loja – isto não é saudação.
As saudações em Loja estão previstas nas páginas 42/43 do ritual vigente do REAA (edição 2024), onde é mencionado que saudação é feita apenas ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente, e às Luzes da Loja logo após entrada formal, ou ainda, quando alguém precisar se retirar definitivamente do templo antes do encerramento dos trabalhos.
Dito isto, um Ir∴ ao fazer o uso da palavra deve seguir primeiramente o "modo protocolar" consagrado de se dirigir à Loja.
Nesse caso, independentemente da autoridade que estiver presente, o usuário da palavra deve inicialmente se dirigir às Luzes da Loja, o qual são os dirigentes da Oficina e os detentores do malhete. Depois disso, genericamente, ele se dirige à(s) autoridade(s) presentes e, por fim, de modo genérico, diz: meus Irmãos.
Não há necessidade de mencionar uma a uma cada autoridade.
Nessa situação, é possível também se eleger a mais alta autoridade presente para que, em nome dela, as demais se sintam mencionadas – vide “Usando a Palavra” e “Protocolo de se dirigir à Loja” (Ritual de Aprendiz, REAA, 2024, GOB, página 209).
A seguir, alguns exemplos objetivos e recomendáveis de como protocolarmente se dirigir à Loja:
· “Venerável Mestre, Irmãos 1º e 2º Vigilantes, Autoridades presentes, meus Irmãos...”.
· “Luzes da Loja, Irmão Fulano de Tal (tratamento conforme a sua faixa), em nome de quem me dirijo às demais Autoridades presentes, meus Irmãos...”.
· “Luzes, Autoridades, meus Irmãos...”.
· “Luzes, Autoridades, demais Dignidades, meus Irmãos...”.
A Maçonaria prima pela objetividade, sobretudo porque isso confere fluidez ao andamento da sessão. Não há necessidade de floreios e enfeites, pois estes além de nada acrescentar, ainda colaboram para tornar a sessão prolixa.
Ao concluir, lembro que o tratamento de “Amado Irmão” é próprio do Rito Adonhiramita, não sendo comum no REAA, por exemplo.